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BONGA DIZ QUE “A RAIZ DA MÚSICA AFRICANA ESTÁ EM RISCO”

O cantor angolano Bonga, disse à agência Lusa que “a raiz da música africana está em risco“.

Bonga, que celebra 76 anos em Setembro próximo e conta mais de 50 de carreira, lembrou a convivência que teve com “músicos de valor” como Eleutério Sanches, Rui Mingas, Duo Ouro Negro e Lily Tchiumba.

Para o músico, “os jovens africanos afastam-se da raiz tradicional, são influenciados por outros universos musicais e afastando-se da raiz da música africana colocam em risco uma evolução saudável dos ritmos africanos como a Kizomba ou o Semba“.

“Estão a cantar kizombas para inglês ver e isso não é saudável, falta-lhes as referências, a experiência, a matriz”, disse o intérprete de “Mariquinha” e “Hora Kota”.

Bonga ainda disse que tem estado a trabalhar para apresentar “uma síntese de tudo” o que é a sua música, pois “a coerência assim obriga”.

Bonga, que gravou na Luaka Bop de David Byrne e colaborou com nomes como Cesária Évora e Ana Moura, defendeu que “a identidade da música angolana deve sempre prevalecer“.

“Nós podemos colaborar com outros músicos, e é sempre interessante, mas a nossa identidade tem de estar lá, bem definida, só assim temos as condições de criar com os outros”, disse Bonga.

O músico, que editou “Angola 72”, álbum apontado num festival como um “clássico” e “Angola 74”, que “grita liberdade”, afirmou que sente saudade de “um convívio de músicos africanos em Portugal“.

“Era bom organizar-se um festival de música africana, como já aconteceu, em que o reencontro dos músicos foi uma festa”, disse.

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